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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Morro e não vejo tudo.

Artes

Últimos dias para apreciar a exposição de Fnax no Charitas

           Quem ainda não viu a exposição de desenhos e guaches de Fnax, que está no Charitas desde o início de maio, ainda tem mais uma semana para apreciá-la. A exposição, com entrada franca, vai até o dia 5 de junho, terça-feira.

           No dia 10 de junho entrará a exposição de Foureaux e sua mulher, Cássia F:
         - O artista Fernando Nascimento (Fnax) consegue explorar situações e técnicas como ninguém. Traz na oxigenação de seus trabalhos uma certa nostalgia de outras épocas . Na retrospectiva do artista percebemos que sua maturidade já se faz de longa data. Brinca com técnicas e estilos, confundindo o espectador – explicou o curador da exposição de Fnax, José Antônio Mendes.

         Sobre Foureaux e Cássia F. - Tendo passado por vários países, Carlos Alberto Foureaux começou a pintar óleo sobre tela em 1975 e, a partir daí, não parou mais. Participou de vários salões e gincanas de arte e também recebeu vários prêmios, além de ter sido curador de muitas exposições. Casou com Cássia F., que também pinta óleo sobre tela e ministra aulas de técnicas de pintura em seu atelier.
fonte: pmcf

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cinema

Festival Curta Cabo Frio está com inscrições abertas até 1° de julho

Já estão abertas e vão até o dia 1º de julho as inscrições para o VI Curta Cabo Frio – Festival Audiovisual da Costa do Sol. O evento, que acontece anualmente e envolve várias cidades da região, visa difundir, debater e discutir a exibição audiovisual nacional, fomentando a busca de novas linguagens e propostas.

Voltado para um público diversificado, o festival exibe filmes de várias bitolas e formatos, conseguindo reunir, deste modo, profissionais do setor, estudantes e entusiastas do ramo. Durante o encontro são realizadas oficinas, workshops, palestras, exibições públicas, além de mostras em escolas e universidades.

Para se inscrever no VI Festival Curta Cabo Frio, os interessados devem acessar o site www.festivalcurtacabofrio.com.br.

Prêmio Curta Escola: Com o objetivo de incentivar a produção de curtas metragens nas escolas públicas, chega à sexta edição o Prêmio Curta Escola. Por meio da exibição de filmes e da participação em oficinas, o evento incentiva e capacita a formação de profissionais para o setor audiovisual.

O Prêmio Curta Escola - Festival de Cinema Estudantil - acontece em Cabo Frio e é aberto a participação de qualquer escola pública no âmbito nacional. O evento ocorre em duas etapas: durante os quatro primeiros dias são exibidos ao público os curtas inscritos no festival e no quinto dia são premiados os melhores trabalhos, nas diversas categorias.

As inscrições para o VI Prêmio Curta Escola acontecem até o dia 10 de Julho e os interessados devem acessar o site www.premiocurtaescola.com.br.

fonte: pmcf

domingo, 27 de maio de 2012

Para refletirmos sobre o Brasil que se quer

Libidinosos e indolentes

Imagem forjada por viajantes europeus entre os séculos XVI e XVIII foi perpetuada pelos próprios brasileiros

DESFILE DA escola de samba São Clemente: a imagem do povo festeiro, preguiçoso e libidinoso se cria nos relatos europeus


ENTREVISTA
Jean Marcel Carvalho França

Uma terra fértil, um clima ameno. Mas colonos preguiçosos, indolentes, libidinosos. Esta é a imagem do Brasil e de seus habitantes forjada entre os séculos XVI e XVIII por viajantes europeus e, posteriormente, perpetuada pelos próprios brasileiros, segundo o historiador Jean Marcel Carvalho França, da Unesp, que está lançando “A construção do Brasil na literatura de viagem”. Fruto de uma pesquisa de quase 20 anos, o livro reúne relatos de 117 viajantes ingleses, franceses, alemães, italianos e holandeses que estiveram no país entre 1591 e 1808. Diferentemente de outros livros, o trabalho de França é baseado também em textos até então pouco conhecidos por aqui, e não apenas nas tradicionais narrativas do alemão Hans Staden e do francês Jean de Lery. Foi a partir dessas histórias, muitas vezes repetitivas, acredita França, que os europeus construíram uma imagem do país. E, como mostra o historiador nesta entrevista, não importa muito se é verdadeira ou não. O fato é que os brasileiros a adotaram como uma definição possível e a perpetuaram.

Roberta Jansen
roberta.jansen@oglobo.com.br


O GLOBO: Qual a imagem do Brasil e dos brasileiros que emerge dos relatos de viagem?
JEAN MARCEL CARVALHO FRANÇA: Os relatos são muito repetitivos, respondem a um mesmo padrão. A repetição é valorizada nesse tipo de relato. Viajantes tendem uns a lerem os outros, formando uma espécie de discurso único. Desse discurso vai emergir um Brasil bastante característico, que varia muito pouco ao longo desse período. De um lado, temos uma natureza, sempre muito pródiga, um solo promissor desde que devidamente explorado, um clima que não impõem o rigor da Europa. Com essa natureza pródiga, um clima ameno, há condições para uma vida agradável, economicamente boa. Por outro lado, aparece a grande mácula do Brasil: o colono. Ele é preguiçoso, não tem apreço pelo trabalho, é dado à luxúria, é ciumento. Isso faz com que a terra, tão pródiga, seja inexplorada, não renda o que poderia render. É a natureza pródiga contra o colono sem muitas virtudes.

A noção de paraíso é recorrente?
FRANÇA: Isso é muito forte na literatura do século XVI em algumas partes da América. O Sérgio Buarque de Holanda, estudando relatos da América como um todo, cunhou essa ideia. Mas, se pegar os relatos do Brasil, essa noção de paraíso aparece indiretamente nos relatos de (Américo) Vespúcio (se há um paraíso, é o mais perto que se pode chegar). A migração da ideia do paraíso bíblico para a América praticamente não aparece nos relatos referentes ao Brasil. E os textos que falam da colonização, já lidam com essa ambiguidade do solo pródigo e o colono que não trabalha. Há sempre esse contraponto entre o bem feito da natureza e o mal feito dos homens.

Terra boa e colono ruim, preguiçoso, libidinoso. Até que ponto nós mesmos perpetuamos essa imagem?
FRANÇA:
Esse é um fator muito importante, talvez o mais importante do livro. Quando formamos nossa cultura ao longo do século XIX, nós importamos na formação de nós mesmos uma série dessas ideias. Homens de cultura, de formação europeia, viajantes que passaram posteriormente pelo Brasil já trazendo ideias dos viajantes anteriores, como Debret, foram professores de vários integrantes da primeira elite intelectual brasileira. Eles tiveram uma influência enorme e incorporamos essas ideias na definição que fazemos de nós mesmos. Às vezes é sutil, às vezes tem o sinal invertido. Mas o fato é que certas características atribuídas a nós tiveram vida muito longa em nossa cultura.

Como se deu esse processo?
FRANÇA:
O conceito de civilização do século XIX é uma ideia de civilização europeia. Romances do seculo XIX, por exemplo, mostram o povo pouco trabalhador, dado a vícios, que precisa ser europeizado. Os romances são pedagógicos, ensinam a ser um cidadão civilizado para que não se caia na barbárie. Romances do Jorge Amado perpetuam estereótipos da literatura de viagem, como a sexualidade do povo, uma marca muito forte, ou o que chamam de luxúria, os excessos da carne, as mulheres promíscuas, a moralidade fluida no que diz respeito ao sexo. Algumas dessas marcas surgem com sinal invertido, como a mestiçagem positiva em Gilberto Freyre. O que nós somos, em parte, foi formado fora daqui. Uma parte de nossa autoinvenção nos escapa, foi inventada em outro lugar, na Europa, ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Mas por que especificamente essa imagem do sujeito preguiçoso, libidinoso? Há como sabermos até que ponto isso corresponde à realidade?
FRANÇA:
Há uma larga tradição de dizer que se trata de uma visão eurocêntrica. Óbvio que é eurocêntrica; se fossem viajantes chineses, seria sinocêntrica. E quando vamos a Portugal, levamos nossa visão brasilocêntrica. Mas podemos contrastar com outras perspectivas. Os relatórios de jesuítas também apontam excessos na questão da sexualidade, mas isso tampouco quer dizer que sejam verdadeiros. No fim, isso não importa. O que importa são as impressões sobre o real. Nesse espaço, as narrativas são muito poderosas na formação do senso comum sobre os brasileiros.

De que forma?
FRANÇA:
Somos uma democracia racial de índios, negros e brancos? Não sei. Mas o fato é que esta noção é absorvida até por comercial de cerveja. É verdadeira ou não? É um pouco tarde para isso, já agimos como tal. A cultura não é uma busca por justiça e verdade. Não é iluminista. São verdades brigando para se imporem umas às outras. E quando uma se impõe e a absorvemos, ela ganha estatuto de verdade, se torna importante na formação da cultura. Quando falo da construção do Brasil, correspondendo ou não à realidade, existe um impacto de como os europeus e nós mesmos vamos lidar com isso; essa verdade condicionou nossas ações, começamos a agir daquela forma efetivamente. Agora, poderíamos nos perguntar: essas ideias têm um lastro no real? Lógico que têm. Se fossem de ponta-cabeça, nossa perspectiva do mundo seria outra.

O europeu ainda tem essa imagem do Brasil? E nós?
FRANÇA:
Não completamente. Há perdas, mudanças, transformações. O jogo hoje é um pouco diferente. O Brasil não é um país semi-bárbaro, temos uma presença no mundo, um futuro promissor. Mas há traços profundos. Outro dia, vi uma matéria numa revista de turismo americana muito bem editada, com boas fotos. Mas ela tratava o Rio de forma similar à uma narrativa do século XVIII, sobretudo no que dizia respeito à sexualidade das mulheres cariocas. O texto dizia que era certeza o homem ‘se dar bem’, que as mulheres adoravam ‘se atirar aos estrangeiros’ e que eles, na verdade, teriam dificuldade de escolha.

E qual era a imagem dos portugueses a respeito dos brasileiros? Por que os relatos deles ficaram de fora do livro?
FRANÇA:
Deixei propositalmente de fora. Primeiro queria falar da construção do Brasil pelos estrangeiros; e, agora, pela literatura portuguesa no mesmo período. Pelo menos 80% dos textos em que há menções ao Brasil são sermões, panegíricos fúnebres, textos dessa natureza. A maior parte só foi publicada uma única vez, em edição simples, e não teve circulação grande. Por isso, o impacto da literatura de língua portuguesa sobre imaginário europeu é mínimo, mesmo sobre os próprios portugueses.

Mas a carta de Caminha não seguiria um pouco a tradição dos relatos dos outros europeus?
FRANÇA:
De certa forma. Não tem paraíso, tem clima ameno, natureza verdejante, algumas impressões parecidas. Mas não chega aos pés das primeiras impressões do (Cristóvão) Colombo, que viu uma uma série de coisas mais reluzentes, como sereias. Era um cara culto, que projetou o que tinha lido. Caminha era um escrivão da armada, não um cara culto, não tinha muitas referências.

Esses relatos influenciam a própria literatura, como Robson Crusoé. Isso ajuda a propagara as imagens?
FRANÇA: Claro, até porque, muitas vezes, creio eu, o leitor não distingue uma coisa da outra. Vai ler o Robson Crusoé como um outro relato qualquer.

Como os relatos influenciam os europeus, que passam a se ver em contraste a um povo sem violência, com possibilidades morais novas?
FRANÇA
: A bibliografia sobre o impacto da América no Velho Mundo é enorme. Mas há, basicamente, duas vertentes. A continuista sustenta que as bases da cultura europeia estão na Idade Média e em seus desdobramentos, mas que a América tem pouco papel. Uma segunda vertente acha que não, que essa influência é decisiva e muda o panorama do pensamento europeu. Segundo essa linha, a Revolução Francesa só foi possível porque a América introduziu a ideia de liberdade, um conceito que veio das comparações.

Que tipo de comparação?
FRANÇA:
Como o europeu via o índio? Como um bárbaro. Mas, ao mesmo tempo, como integrante de uma sociedade igualitária, em que todos tinham comida. Essa comparação moldou o imaginário de contestação da Europa. A América diversifica o mundo, o mundo passa a ser outro depois da América.

O Novo Mundo foi inventado pelos olhos do Velho Mundo?
FRANÇA:
Filhos tortos ou não, somos filhos da cultura ocidental. Podemos reclamar nossa singularidade, mas somos filhos dessa cultura.

O Globo
26/05/2012
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Jazz e Blues






DIA 06 de junho Quarta

COSTAZUL 20h

Orquestra Kuarup -

Big Band 190 -

Hélio Delmiro -

Celso Blues Boy -

DIA 07 de junho Quinta

PCA SÃO PEDRO 11h30

Gabriel Leite -

IRIRY 14h15

Celso Blues Boy -

TARTARUGA 17h15

Mike Stern/Romero Lubambo -

COSTAZUL 20h

Plataforma C -

Maurício Einhorn & Grupo -

Kenny Barron -

Michael Hill -

DIA 08 de junho Sexta

PCA SÃO PEDRO 11h30

Big Bat Blues Band -

IRIRY 14h15

Roy Rogers -

TARTARUGA 17h15

David Sanborn -

COSTAZUL 20h

Armand Sabbal-Lecco -

Duke Robillard -

Mike Stern/Romero Lubambo -

Big Time Orchestra -

DIA 09 de junho Sábado

PCA SÃO PEDRO 11h30

Artur Menezes -

IRIRY 14h15

Michael Hill -

TARTARUGA 17h15

Armand Sabbal-Lecco -

COSTAZUL 20h

Cama de Gato -

Billy Cobham -

David Sanborn -

Roy Rogers -

DIA 10 de junho Domingo

PCA SÃO PEDRO 11h30

Fabiano de Castro -

IRIRY 14h15

Duke Robillard -

TARTARUGA 17h15

Billy Cobham -

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Para quem gosta de sardinha.

II Festival da Sardinha acontece a partir do dia 8, na Vila Nova

O bairro Vila Nova receberá no próximo mês, entre os dias 8 e 10 de junho, a segunda edição do Festival da Sardinha. O evento promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, está sendo produzido pela Infinity Eventos e será realizado no cruzamento das ruas Coronel Mário Quintanilha e Nicanor Pereira Couto.

O bairro Vila Nova é tradicionalmente uma colônia de pescadores, onde muitas famílias ainda sobrevivem da pesca. O festival objetiva resgatar a culinária de raiz típica, incentivando pratos criativos e saborosos à base desse peixe que é a mais popular fonte de ômega-3.

Durante os três dias de evento o público terá a oportunidade de saborear mais de 35 pratos a base do peixe e os cabofrienses e visitantes terão muitos motivos para ficar com água na boca e, também, surpreenderem-se com a criatividade na elaboração das receitas.

- É importante ressaltar que a proposta do Festival da Sardinha surgiu de um grupo de amigos que queria prestigiar o bairro Vila Nova e sua tradição pesqueira. Reuni minha equipe para que, juntos, pudéssemos alinhavar o que foi apresentado com o modelo de sucesso que já alcançamos com os Festivais do Marisco e do Camarão. O evento promete ser um dos festivais mais nobres de Cabo Frio – declarou o Secretário de Turismo, Paulo Massa.

Além de barracas, bares e restaurantes com gastronomia inovadora, o Festival da Sardinha também contará com exposição e venda de artesanato, shows musicais, sorteios de brindes e área de recreação infantil, passando a fazer parte, em 2012, do calendário de eventos oficial da cidade.

Programação musical:
Sexta-feira
18h - Música mecânica
19h - Queima de fogos - Abertura do evento com Banda Ricardo e Rick
22h - Grupo Nada Igual
Sábado
13h - Início do evento/Música mecânica (DJ)
16h30 - Banda Guittar Company
19h - Vinícius Soares e Banda
22h - Grupo Kurtyção

Domingo
13h - Início do evento com música mecânica (DJ)
16h - Grupo Começar de Novo
20h - Banda The Vinil

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ser Botafogo

"El dia em que Herrera silenciou a Rede Globo", Xico Sá A semana já começa com um #mito nacional definido. E herói bom é herói argentino. El dia em que Herrera compôs um tango desobediente com Amy Winehouse, acompanhe o meu raciocínio em preto & branco para uma segunda de ressaca. Herrera aqui não é celebrado por ter feito três gols no tricolor paulista. Longe disso, embora meu corvo secador, botafoguense doente, tenha crocitado no seu luxuoso poleiro. Não por isso, agourento Edgar, minha estimada ave, me dê outros motivos. Por uma outra razão mais edificante, e pedagógica, já abrimos a segunda-sem-lei com a escolha de Herrera, boleiro do time da Estrela Solitária, como o mito da semana. Acho sensacional essa ideia do mito de 15 minutos. Obra do artista norte-americano Andy Wahrol que encontrou nas redes sociais a plantação perfeita. O maná virtual que adubando tudo dá. Convidado por um repórter da “Tv Globo”, no dever do seu nobre ofício, a escolher uma música no programa “Fantástico”, o argentino se recusou a indicar a “canción”, ao contrário de todos os colegas de profissão, que babam para pedir um pagode mela-cueca ou um gospel nesse momento de glória. Quem marca três gols tem o “privilégio”. Bem que Herrera poderia pedir um tango de Gardel –La noche que mi quieras-, uma milonga dos tempos do Rosário Central, um rock argentino do Attaque 77 etc etc. Herrera bancou a Amy, que era botafoguense sem saber-se alvinegra, e disse simplesmente: “I no, no, no”. Rehab Futebol e Regatas. Herrera pediu silêncio à Rede Globo, como uma espécie de Leonel Brizola ludopédico. Bacana que no país da manada obediente, principalmente no futiba, um boleiro não caia na graça dos Joões Sorrisões. Herreza fez a Amy. Foi o bastante para que a conspiração do boteco fervesse: o atacante alvinegro vai pagar caro por isso. Como se o Botafogo precisasse de castigo da Globo, dona das transmissões do futebol no Brasil, ou de qualquer outra entidade mitológica. Botafogo é o que nem Dostoievsky imaginaria no seu “Crime e Castigo”. Ora, ora, o time da Estrela Solitária é castigado com ou sem desobediência, desde nascença. É sina. Mas largou com cara de campeão deste ano. Senti firmeza. Mesmo que não jogue bola daqui até dezembro, tem dois grandes méritos: Herrera e o uruguaio Loco Abreu, os mais esclarecidos boleiros em atividades no país. P.S. Falar no assunto desobediência, vos comunico: o prezado amigo Afonsinho, por coincidência craque também do Botafogo, escreve agora na “Carta Capital”, em diálogo permanente com Sócrates, seu colega de Medicina e de consciência, ex-articulista da mesma publicação. Boa semana a todos e que a ressaca da segundona, moral ou física, nos seja leve.

sábado, 19 de maio de 2012

Público de Cabo Frio homenageando Milton Nascimento pelos 50 anos de carreira

Planeta Terra. Continente americano. América do Sul. Brasil. Sudeste.Rio de Janeiro. Cabo Frio. Praia do Forte. 18 de maio de 2012. Vinte e duas horas e trinta minutos. Milton Nascimento no Palco e depois de algumas músicas ele pede simplesmente que nós, o público, o homenagei pelos 50 anos de carreira, cantando simplesmente a sua música de Harmonia mais difícil: Canção da América. E nós cantamos e você pode cantar também, a letra tai embaixo. Momento dez de um show inesquecível.

Canção Da América

 

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Milton Nascimento

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Milton Nascimento, nesta sexta, às 22 horas, na Praia do Forte


 

Idealizado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Coordenadoria Geral de Eventos, o projeto “Cabo Frio é Show o Ano Inteiro” traz para a cidade, no próximo dia 18, o cantor Milton Nascimento. O show está marcado para as 22h.
Completando 50 anos de carreira neste ano, o músico irá se apresentar em um palco montado na Praia do Forte, próximo à Duna Boa Vista. No repertório, músicas de seu último CD “E a Gente Sonhando”, de 2010, e antigos sucessos, tais como: “Flor de ingazeira”, “Estrela, estrela”, “O Sol”, “Gota de Primavera”, “Maria Maria” e “Coração de Estudante”.
Famoso no Brasil e no exterior, o cantor já visitou mais de 300 cidades em todo mundo, encantando o público por onde passa. Nova York, Montreal, Istambul, Havana, Copenhagen, Quebec, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro fazem parte do currículo de Milton Nascimento. Na carreira, que teve início na década de 60, apresentou-se com grandes intérpretes, dentre eles: Elis Regina, Tom Jobim, Caetano Veloso, Peter Gabriel, Herbie Hancock, Jon Anderson, James Taylor, Mercedes Sosa.
Discreto e modesto, o cantor e compositor mineiro é reconhecido por seu talento e já recebeu inúmeras homenagens. No Brasil, foi agraciado com a Ordem do Rio Branco, a Medalha da Inconfidência e a Medalha Alferes Tiradentes. No exterior, apresentou-se nos Estados Unidos, no famoso Teatro Royce Hall, em Los Angeles, e para autoridades como o ex-presidente francês François Miterrand. Além disto, recebeu quatro prêmios Grammy, vendeu mais de 15 milhões de discos ao longo de sua carreira e teve seu nome divulgado, diversas vezes, na lista das melhores publicações “Down Beat” e “Billboard”.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Biblioteca Municipal de Cabo Frio comemora 48 anos no dia 5 de maio


A Biblioteca Municipal Walter Nogueira de Cabo Frio vai comemorar, no dia 5 de maio, seus 48 anos de existência. Para celebrar quase meio século de cultura, a Biblioteca contará com uma programação variada, que incluirá a participação da Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos (Aleart).

A programação será na Praça D. Pedro II, em frente à Biblioteca:


8h – Pintura ao ar livre com os artistas da Aleart e artesanato, criando alguns ambientes com mostras de espaços, com a artista plástica Eliane Guedes;

12h – Almoço

15h – Início das apresentações musicais com José Carlos de Moraes, Tarcizio Freire da Costa (Tatá Costa), de Rio das Ostras, Maestro Budega e outros.

16h – Contação de histórias com Sonia Correcha.

17h – Esquete com Yuri Vasconcellos

18h – Teatro e sarau de poesia com a Cia. Teatral Curare;

18h30 – Homenagem ao fundador da Biblioteca Walter Nogueira, com distribuição dos folders produzidos pela Secretaria de Cultura através do projeto “Nossos Valores a gente nunca esquece”. Apresentado por José Antonio e José Correa (Secretário de Cultura)

- Homenagem aos convidados que fizeram parte da história da Biblioteca;

- Encerramento com Parabéns para a Biblioteca